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Uma mulher foi atendida por um preso na entrada da delegacia, por meio de uma pequena janela em um portão de ferro, ao tentar registrar um boletim de ocorrência contra o marido no interior do Espírito Santo. O preso disse que não havia nenhum policial no local e que ela deveria voltar no dia seguinte

PAUL KRUGMAN

Para enfrentar a ameaça de degradação social, desemprego e recessão, em função da crise financeira, o Prêmio Nobel de Economia propõe fortes investimentos em políticas públicas nas áreas de saúde e seguridade social, aumento dos impostos para os mais ricos e fortalecimento do poder de negociação dos sindicatos. Para Krugman, o aumento do poder dos sindicatos permitiria aumentar o número de empregos e a renda destinada à classe média

Christian Chavagneux é o Redator-Chefe de Alternatives Economiques, site dedicado ao crédito alternativo e cooperativo. Nesta entrevista, Paul Krugman analisa a contradição entre a sociedade aberta que os Estados Unidos pretendem ser e a política de favorecimento dos ricos posta em prática pelo governo Bush. Ao mesmo tempo, o colunista do New York Times expõe suas idéias sobre as medidas que deveriam ser tomadas para assegurar uma retomada do crescimento econômico e social pós-crise: um modelo muito próximo do que, conceitualmente, deveria imperar no Brasil… a começar, por um SUS universal, em dimensão norte-americana.

“Nos Estados Unidos a realidade nunca esteve à altura do sonho americano”.

– Os Estados Unidos experimentaram recentemente um importante ciclo de expansão econômica. Entretanto as desigualdades e a pobreza aumentaram. Como explicar isso?

Paul Krugman: Isto se dá, em grande parte, diante de uma mudança nas relações políticas de força. A massa dos assalariados perdeu muito de seu poder de negociacão, e como explico em meu último livro (1) , as condições políticas têm uma influência essencial na distribuição da renda.

Qual foi o papel das políticas implementadas pelo governo Bush?

Paul Krugman: Bush fez duas coisas. Mudou o sisitema fiscal num sentido muito regressivo, com reduções muito fortes nos impostos sobre as rendas mais altas, os dividendos e os lucros do capital. Ele benfeciou os mais ricos e ao mesmo tempo reduziu os fundos disponíveis para as políticas públicas e para a ajuda aos mais necessitados. Podemos fazer uma estimativa: entre 30% e 40% das reduções de impostos de Bush beneficiaram as pessoas que ganham mais de 300 mil dólares por ano [mais ou menos 600 mil reais], o que representa uma redistribuição [de renda] em favor daqueles que estão em melhor condição de pagar impostos. O governo Bush, por outro lado, acelerou a perda de poder de negociação dos assalariados, reduzindo em muito toda possibilidade de organização sindical.

Qual é o papel da globalização no aumento das desigualdades?

Paul Krugman: Ela deveria, em princípio, contribuir, mas embora as forças da globalização afetem todos os países desenvolvidos da mesma forma, a distribuição de renda é diferente de país para país. Os Estados Unidos fazem parte daqueles países em que as desigualdades cresceram muito. Isso não acontece do mesmo modo no Canadá, que está tão aberto quanto nós, e menos ainda na Europa continental. As desigualdades cresceram muito no Reino Unido [Grã-Bretanha], embora isso tenha acontecido, sobretudo, nos anos de Thatcher. Predominam as condições nacionais sobre a globalização, e foi nos Estados Unidos que se criou um aumento massivo das desigualdades.

Podem os norte-americanos contar com uma forte mobilidade social para combater as desigualdades?

Paul Krugman: Não. Alguns indivíduos conseguem subir na escala social, mas não tanto quanto a gente gostaria de imaginar. As histórias das pessoas que saem da pobreza e se tornam muito rica são poucas. Só 3% das pessoas que nascem entre os 20% da população mais pobre termina sua vida entre os 20% mais ricos. Entre os países desenvolvidos, os EUA parecem ter o grau menor de mobilidade social.

Então o sonho americano morreu?

Paul Krugman: Não. De qualquer modo, a realidade jamais esteve à altura do que o sonho americano almejava. Mas nós estamos acordando!

Que políticas seriam necessárias para lutar contra essa situação social degradada?

Paul Krugman: Em princípio instaurar um sistema de seguro saúde que seja universal, que cubra toda a população. Todos os países desenvolvidos tem algo parecido. E a falta de cobertura social representa uma das primeiras causas da desigualdade e da perda de mobilidade social. Aí, é necessário estabelecer um sistema educativo melhor, o que eixige reformas mas também recursos. Por fim, é necessário aumentar o poder de negociação dos assalariados, facilitando a formação de sindicatos. O declínio do movimento sindical não resulta de uma tendência inevitável a longo prazo. Mais da metade da perda de poder dos sindicatos ocorreu durante a era Reagan. Tudo isso [o aumento do poder dos sindicatos] permitiria aumentar o número de empregos e a renda destinada a classe média. Poderíamosm fazer uma longa lista de medidas, mas penso que pôr de pé uma cobertura universal da saúde, que é algo factível, é uma prioridade e seria um grande passo a frente.

Como vai se financiar tudo isso?

Paul Krugman: Não é tão caro como se pensa. Nós temos hoje um sistema um tanto especial. Dizemos não ter uma cobertura médica pública, mas todas as pessoas com mais de 65 anos recebem uma ajuda financeira pública, e também os mais pobres. Se tomarmos o total dos aportes disponíveis, mais da metade da cobertura em saúde já está assegurada pelo Estado. As pessoas que não dispõem de seguro hoje são os jovens e as famílias jovens, aquelas que pela situação precária de seus empregos e por sua renda insuficiente não podem ter os benefícipos de um seguro privado. Essas pessoas não custam muito caro, em termos de uma cobertura de saúde: assegurar uma visita médica regular, um controle dental, etc., não é muito oneroso. No total, isso vai representrar menos de 1% do PIB.

Em seu livro, o sr. pede uma nova política fiscal…

Paul Krugman: De um modo geral, precisamos de mais entradas financeiras. É preciso reverter a queda nos impostos do governo Bush, porque sabemos que isso é inútil. Tivemos uma economia muito próspera com o governo de Clinton, com um imposto sobre as rendas de mais de 39,6%, e uma economia menos próspera com Bush, apesar de um imposto de 35%. Não há argumento racioanal que suporte continuar por esse caminho. Por outro lado, não há por que aceitar paraísos fiscais e os desvios que eles permitem. Por fim, há uma margem para aumentar a carga de impostos sobre os mais ricos. O objetivo não é penalizar os ricos, mas sim fazê-los pagar sua parte do financiamento das políticas públicas que o resto da população precisa.

Apesar dessa inércia social, os Estados Unidos continuam sendo a primeira potência econômica mundial. Como se explica isso?

Paul Krugman: Os Estados Unidos continuam sendo um lugar privilegiado para os 5 % dos mais ricos. Os rendimentos dos dirigentes são altos. Os EUA são uma sociedade aberta. Tratamos muito bem nossas elites. Como acadêmico, sempre me surpreendeu a abertura, a competitividade do mundo intelectual norte-americano em relação ao mundo relativamente mais fechado da Europa. Isso melhorou nos últimos tempos. Mas também vivemos de nossas glórias. Os EUA foram, de há muito, os primeiros a se adaptarem a novas tecnologias. Isso hoje mudou. Estamos atrasados em relação a outros países. Uma grande parte da força econômica dos EUA é hoje uma ressonância do avanço que tivemos nos anos 90.

(1) A América que Queremos. Ed. Flammarion, 2008.
Entrevista de Paul Krugman, professor de economia da Universidade de Princeton, colunista do New York Times e ganhador do Prêmio Nobel de Economia de 2008, a Christian Chavagneux, para Alternatives Economiques. Publicada em Sin Permiso, com tradução para o espanhol de Carlos Abel Suárez. Tradução para o português de Flávio Aguiar.

Paul Krugman

Paul Krugman

 

Uma coisa é fingir orgasmo transando com um bunda mole que resolve o probleminha em cinco minutos. Outra coisa, bem diferente, é fingir diante das câmeras, em ações que levam horas, fazendo as maiores peripécias.

Essas, sim, são as verdadeiras “atrizes do sexo”!

E é delas que falo em minha coluna de estréia neste ano. Para o texto não ficar muito gigantesco, tratarei apenas de algumas das musas da atualidade. A ver:

Ellen Saint

Ellen Saint

 

Nascimento: 1983
País de origem: Rep. Tcheca
Estilo: Teen do Leste Europeu
Observações: Nossa querida Ellen (provavelmente Helena) teria “adquirido” o sobrenome Saint por conta de uma jogadinha de marketing para “avisar” ao público norte-americano que se tratava de uma conterrânea da estrela Sylvia Saint. Assim como a leva que chegou do bloco outrora comunista, Ellen é famosa por fazer praticamente qualquer negócio diante das câmeras. Atualmente, diz a lenda, está feia e bem zoada.

 

 

Rita Faltoyano

Rita Faltoyano

 

Nascimento: 1978
País de origem: Hungria
Estilo: Mulherão
Observações: Rita veio da Hungria (daí o fato de, em alguns filmes, a grafia de seu nome ser Faltojano), mas tanto seu aspecto físico quanto suas performances fazem com que se pareça com uma italianinha. O sobrenome, claro, ajuda (no caso, “ajuda a atrapalhar”). Rita também é da turma do “deixa que eu chuto”, mas não chega a fazer coisas assim tãããão da pesada.

 

 

Cytherea

Cytherea

Nascimento: 1981
País de origem: EUA
Estilo: Teen/Squirter
Observações
: Cytherea é, seguramente, a atriz mais atípica de todas as musas do novo pornô mundial. Ela tem jeito teen e tudo a levaria a fazer filmes “fofos”, mas ela tem uma qualidade raríssima nesse universo: é ejaculadora. E legítima. Então é escalada para files de squirting. Para tornar tudo ainda mais complexo, essa mocinha vem de Salt Lake City (Utah), a cidade dos Mórmons

 

 

Audrey Hollander

Audrey Hollander

Nascimento: 1979
País de origem: EUA
Estilo: Ruiva/Mulherão
Observações: De todas as novas porn stars, nenhuma chega aos pés de Audrey Hollander quando o assunto é sexo extremo. Ela não faz bizarrices, não é isso, mas realmente a moça é campeã em todas as categorias. E o mais engraçado é que, ao contrário do que muitos presumiam, ela é da pacata Carolina do Norte.

 

Tera Patrick

Tera Patrick

Nascimento: 1976
País de origem: EUA
Estilo: Mulherão
Observações: Essa estadunidense de Montana, com ascendência britânica e tailandesa, já provocou longos e viscerais debates sobre sua origem. Há quem jure, até hoje, que se trata de uma havaiana. Outros, não menos empedernidos, afirmam que ela nasceu nas Filipinas. Tera é uma remanescente do “antigo” mundo pornô norte-americano, mas não perdeu a majestade após a invasão das acrobatas do leste europeu.

 

Kacey

Kacey

 

 

 

 

Nascimento: 1982
País de origem: EUA
Estilo: Girl Next Door
Observações: Kacey é de Orlando (Flórida), e começou a fazer sucesso depois de participar dos filmecos de algumas franquias manjadas, como BangBros ou aquele tal capitão que tem um barco e pinta o sete em alto mar. Com o tempo, porém, a mocinha ganhou “vida própria” e hoje é uma referência em sua “categoria”